Minha estranha maneira de ser

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Eu tenho uma jeito atípico de me comportar diante de algumas situações. Quando a minha mãe morreu, por exemplo, eu enterrei a minha mãe, fui para casa, entrei na net, comprei uma passagem aérea, arrumei as malas e embarquei na mesma noite para outro estado, a fim de conhecer uma turma de amigos que até então eu conhecia apenas pela internet.


Passei 8 dias na cia dessas pessoas sem que nenhum deles soubesse da minha perda. Eles só ficaram sabendo quando eu voltei para casa, e, assim como meus familiares, ficaram, digamos, espantados com a minha atitude.


Ninguém sabe até hoje porque fiz aquilo. Ninguém me perguntou ou tentou entender. Mas todos criticaram, julgaram e condenaram.


Eu sei os motivos que me levaram a fazer tal coisa e me arriscar daquela forma. Só eu sei. E isso é o que importa. Meus motivos são meus. Não preciso e não devo me justificar a cada suspeita levantada.


E hoje, somente hoje, eu senti vontade de explicar. Eu não viajei para cair na farra, como disseram. Viajei para fugir. Para esquecer. Para fazer de conta que nada daquilo estava acontecendo. Naquele momento de dor, eu não queria ficar perto de nada ou ninguém que lembrasse a cada minuto a morte da minha mãe, porque a sensação de vazio e o sofrimento que eu estava sentindo era tão grande, mas tão grande, que até hoje eu não consigo colocar em palavras. 


Quer me julgar? Fique à vontade. Eu faço isso em tempo integral. Comigo e com os demais, mas vez ou outra eu tento entender e achar justificativas para tais atos. ;)

0 Contando um conto e aumentando um ponto.:

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